
Parque Nacional do Xingu, Brasil.
Quase dois anos atrás, no final de setembro de 2010, Alfredo Villas Boas, waterman que reside em Maui e trabalha como salva-vidas, fez uma viagem para as selvas do Brasil a fim de refazer o caminho de seus antepassados, ajudar a preservar as tribos indígenas e o ecossistema local.
Na década de 40, os irmãos Villas Boas, Orlando, Claudio e Leonardo, fizeram parte de um grupo de pioneiros que partiram em uma expedição para o interior do país, a fim de explorar e descobrir terras desconhecidas.
O governo incentivava as expedições em direção ao oeste com a finalidade de expansão e colonização do território.
No entanto, no momento em que os irmãos Villas Boas enfrentaram a viagem e se depararam com a realidade do local, nasceu uma nova missão, um desejo de proteger as tribos do Xingu e aquela terra abençoada.
Os irmãos acabaram ficando mais 30 anos por lá com o intuito de preservar o Rio Xingu, os povos indígenas e um vasto ecossistema que se conecta a outros 13 países.
Em 1961, os grandes esforços por parte dos irmãos Villas Boas foram recompensados, quando o Parque Nacional do Xingu foi criado para proteger a terra e os povos indígenas lá.
Mas em 1975, o governo brasileiro cresceu o olho sobre o rio Xingu como uma grande fonte de energia hidrelétrica e buscou criar o que viria a ser conhecido como a Usina de Belo Monte.
Defensores do local, como Sigourney Weaver, Sting e outros artistas, imediatamente começaram a protestar contra o projeto.
Eles sabiam que a usina iria causar grandes problemas para o ecossistema e destruir o povo local.
Em cima disso, também houve ceticismo quanto a eficiência real da usina. Até agora, o projeto não se concretizou.
Com esta incrível história e a luta árdua para proteger o povo do Xingu e as terras da selva brasileira, Alfredo Villas Boas decidiu documentar a realização de seus antepassados e chamar a atenção para o projeto da Usina Belo Monte e todo o mal que isso faria com o povo do Xingu.
Foi assistindo a um vídeo sobre as tribos do Xingu que Alfredo resgatou sua paixão profunda e conexão com o Xingu.
Alfredo sentiu uma profunda necessidade de ajudar e soube que tinha uma missão a cumprir ao refazer os passos de seus antepassados para continuar chamando a atenção do Brasil e do mundo para a causa que eles defenderam durante tantos anos.
E para isso, Alfredo decidiu usar o sup como ferramenta de consienctização.
Após muito planejamento, ele e sua equipe decidiram percorrer o mesmo caminho dos irmãos Villas Boas.
Alfredo ainda se reuniu com o chefe Raoni, do povo Kayapó, o mesmo que esteve com os seus antepassados e sentiu que era realmente capaz de se conectar com eles.
Em suas próprias palavras disse: “Eu podia sentir a energia dos meus antepassados e perceber o quão árdua e importante foi a missão que tinham com essas pessoas muito puras.”
Certamente, as memórias criadas durante esta jornada não irão desaparecer, estão registradas em um documentário que compartilha essa incrível aventura com todos nós.
É um filme fascinante que transmite os conflitos de sobrevivência desse povo, mas também mostra a alegria existente no Xingu e seu amor humilde.
Vê-los receber o seu primeiro stand up e as primeiras aulas é algo muito interessante, porém, mais importante ainda, é ouvir o que o chefe Xingu tem a dizer a respeito da preservação da cultura do seu povo.
Parabéns Alfredo e sua equipe por engajarem-se nessa missão e dividirem sua viagem de paz e harmonia com o mundo.
Fonte: Supconnect