Surf a Remo!

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picture 780 layer 11 300x190 Surf a Remo!A história do surfe a remo começou lá na costa peruana, no tempo dos primeiros homens que pegavam onda. Na verdade, o que eles pegavam era peixe. O deslizar nas ondas com uma prancha era só parte do ofício dos pescadores que não se intimidavam diante do mar violento.

Diferente de seus irmãos havaianos, que surfavam simplesmente com pranchas de madeira, os peruanos usavam, além do feixe de bambu amarrado na forma de uma canoa rasa, um remo. Dessa forma eles conseguiam um melhor direcionamento, equilíbrio e mobilidade por entre as ondas revoltas.

Apesar da poesia contida nessa história, muita gente duvida dela. Tanto que os remos dos peruanos foram simplesmente abolidos assim que o surfe se tornou um esporte oficial. As pranchas foram diminuindo à medida que a modalidade ganhava adeptos.

Mas, como tudo o que vai um dia volta (mesmo que demore mais de mil anos), o costume dos velhos ancestrais peruanos voltou com força total. E chegou às águas gaúchas. Portanto, não se espante se, durante um banho em Atlântida, você enxergar um surfista se equilibrando num pranchão (maior que um longboard) com um remo em punho. Não, ele não é medroso. Tampouco está indeciso entre surfe e canoagem. Ele é um praticante de stand up paddle surfe (ou simplesmente surfe a remo).

A novidade é responsabilidade dos amigos Ricardo Nunes, Felipe Petini e Arthur Jung, todos de Porto Alegre. Apaixonados pelo esporte, eles vivem pesquisando novas modalidades e testando – eles próprios – as engenhocas que importam. As pranchas de stand up paddle estarão disponíveis para demonstração na praia de Atlântida e para aulas na Praia do Rosa, em Santa Catarina.

– Com o tempo, as pranchas se tornaram menores, para obter uma alta performance dos surfistas. Mas só se diverte com elas quem tem muita experiência. Esta modalidade é o contrário disso. É pura diversão, pois você pega onda até com mar calminho, com a ajuda do remo. É uma delícia – afirma Ricardo.
PATRICIA LIMA

Fácil, fácil
Feita de um bloco de isopor coberto de resina, a prancha é leve, apesar do tamanho. O remo, de fibra, também não pesa quase nada. O formato da prancha, mais larga e bem mais longa que as convencionais, é uma mão na roda para quem nunca conseguiu parar em pé em cima de qualquer coisa que flutue. O resultado é um surfe bem mais fácil de se praticar, acessível a qualquer mortal que nunca tenha ouvido falar em Kelly Slater, campeão mundial de surfe. Mas até os veranistas, aqueles que estão fora de forma, podem praticar?
- Sim, podem. É fácil mesmo. Na primeira aula você já pega onda.
Quem garante é o Felipe, especialista no assunto. E justifica contando que o esporte já é febre em países com tradição no surfe, como Austrália e Havaí.
- Além de estar na lista dos produtos retrô que fazem sucesso no mundo pós-moderno, o paddle surfe conquista porque é democrático, fácil de praticar.
O único porém é o custo do equipamento, que pode chegar a R$ 2,8 mil, e sua ausência nas prateleiras das lojas de surfe. Como tudo é ainda muito novo, vai ser difícil encontrar a prancha e o remo no mercado. Neste verão, o jeito vai ser praticar com os equipamentos disponíveis nas praias ou escolas.
Se a prancha não virar…
Você chega lá, com toda certeza. A técnica é simples: aqueça um pouquinho na beira da praia, movimente braços e pernas, amarre a prancha no pé e entre no mar. Assim que a onda começar a quebrar, você já pode subir na prancha e seguir remando. Aproveite e deslize nas ondinhas da parte rasa, para treinar. Vá remando em direção às ondas mais fortes quando se sentir mais seguro. Por ficar de pé na prancha o tempo todo, a visibilidade do mar e dos outros surfistas será melhor.
Segundo Arthur Jung, o esporte não é somente divertido. Por causa dos remos, ele trabalha todos os músculos do corpo mais intensamente. Tanto que alguns minutos em cima da prancha são mais valiosos que horas na academia. Sim, você pode ter uma noite daquelas se exagerar no primeiro dia. Mas, como dizem os surfistas, não existe dor melhor do que aquela provocada por um dia de boas ondas.
DICAS
- Qualquer modalidade de surfe deve ser praticada por quem tem noções de natação. Não adianta ter medo dágua e tentar um esporte que exige contato íntimo com o mar
- Busque uma escola especializada para as primeiras aulas. Não tente aprender sozinho, pois você pode se machucar ou demorar muito mais tempo para dominar a prancha
- Aprenda a ler os sinais do mar. Saber o tipo de ondulação, onde estão os canais e qual o sentido das correntes é fundamental
- Não entre no mar depois de ingerir bebidas alcoólicas
- Não pratique nenhuma modalidade de surfe sozinho. Seus companheiros de esporte podem socorrê-lo em emergências
SERVIÇO
Contatos dos surfistas que fazem demonstrações do surfe a remo em Atlântida:
- Arthur Jung: (51) 9878-7391
- Felipe Pettini: (51) 9982-9600
Zerohora.com
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Comentários

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Por | junho 6, 2008 as 2:11 pm | 5 comentários | Paddle Surf | Tags: , , , , , , , , , , , , , , , , , , ,

5 Comentários

  1. Stand Up Paddle Surf (4 anos atrás)

    Boa tarde Conte,

    Em que estado voce mora?

    http://www.artinsurf.com.br

    Att;
    Arthur.

  2. pablo ceser carballo (4 anos atrás)

    é muito massa me apaixonei pelo barato.

  3. Clóvis Júnior (3 anos atrás)

    Tenho quase cinquentão! Será que consigo? Achei o maior barato!

  4. Suzana (3 anos atrás)

    Adoreii e estou louca p tentar praticar

  5. LUIZ FERNANDES (2 anos atrás)

    Isso é da hora,
    preciso saber onde vende essa prancha e remo.
    estou louco pra praticar esse “novo esporte”.

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